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quinta-feira, 20 de maio de 2010

NE Revolution 0 - 4 Benfica




Ninguém disse aos rapazes que a época já acabou?
Benfica não está para brincadeiras e levou muito a sério um jogo amigável
Qualidade não se perdeu com a festa do título
Campeão nacional deu uma prenda bonita aos emigrantes
Por

gonçalo guimarães / jornal A Bola

BOSTON — As camisolas novas, aquelas que vão ser usadas na próxima época, parecem ter inspirado o Benfica. Não era para menos, afinal são alusivas à passagem dos 50 anos sobre a primeira vitória na Taça dos Clubes Campeões Europeus. E nem a chuva, nem o frio, nem a menor presença de público (cerca de 10000 espectadores, maioritariamente emigrantes) impediu o Benfica de mostrar que não estava para brincadeiras, mesmo tratando-se um jogo amigável, virado para o espectáculo. O Hino Nacional interpretado ao vivo, a estreia de Fábio Faria (demasiado tranquila para servir de teste), assim como o facto de o New England Revolution ter apresentado uma equipa alternativa (joga sábado que vem em Toronto para o campeonato), que até tinha três jogadores à experiência — Ivan Gvozdenovic, Jean-Baptiste Fritzon e Jason Griffiths (começou no banco) — contribuíram para entusiasmar um Benfica que chegou a ser brilhante e guloso, voltando a mostrar a sua qualidade na circulação da bola e a vontade de... golear. Muita seriedade, ao fim de contas, nunca deixando a ideia de que estava a jogar uma partida sem algo mais a conquistar que não apenas o respeito dos emigrantes. Não surpreendeu, pois, que os golos aparecessem.

Ao intervalo, Felipe Menezes, Sidnei e Peixoto já tinham festejado. E os emigrantes faziam a onda. E continuaram, com o avolumar do resultado. O segundo tempo trouxe as substituições e mais um golo, de Kardec. A chuva continuou, mas de estrelas.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Benfica 2 - 1 Rio Ave

CAMPEÕES


O que mais temia, e que me tirou o sono nos últimos dias, era uma entrada na partida nervosa, precipitada, que fizesse com que ansiedade tomasse conta do nosso destino.
Agradeço a Cardozo o facto de me ter tirado uma tonelada de pressão de cima das costas logo a abrir o jogo.
Na verdade no último jogo da época chegou , finalmente, a tranquilidade à minha alma. Vi o jogo empolgado e sem duvidar que no fim a festa seria nossa. Nem no golo do Rio Ave me passou pela cabeça que o desfecho fosse outro.

Era preciso empatar, nós ganhámos! O Cardozo precisava de marcar, pois resolveu o jogo com um bis. Vence o troféu de melhor marcador, prémio justíssimo e que podia ter ficado entregue mais cedo não fossem os penaltis falhados.

Cardozo viveu um fim de tarde de sonho tal como todos nós que esgotámos a Luz para celebrar a conquista de um título há muito anunciado.



Jogámos o suficiente para vencer, soubemos lidar com a ansiedade e a pressão, e a equipa fechou hoje uma temporada de sonho a nível de campeonato.
Depois foi a festa que todo o mundo viu, vê e vai continuar a ver.
Jesus prometeu, Jesus cumpriu:
OOHHHH O CAMPEÃO VOLTOU
O CAMPEÃO VOLTOU
O CAMPEÃO VOLTOU
O CAMPEÃO VOLTOU!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

porto 3 - 1 Benfica

O Pior ficou para o fim


Em 15 jogos fora do estádio da Luz que tivemos de fazer esta época para o campeonato fui a 12. Como sei que em Olhão e Paços de Ferreira (as duas cidades onde não estive) não houve fins de semana de terror posso dizer com conhecimento de causa que o pior ficou mesmo para o último jogo.

Jogar no Porto é uma experiência (má) única. É como se uma vez por época tenhamos que ir ver e ouvir com os nossos próprios olhos o sentimento de ódio doentio de um povo que se encosta a um clube de futebol que por sua vez aproveita a força popular para mostrar todo o seu complexo de inferioridade em relação ao maior clube de Portugal, símbolo da Capital do nosso país.

Para nós era só mais um jogo de futebol onde até podíamos ser campeões nacionais, só mais uma viagem onde íamos ser mal recebidos, apenas e só uma partida que nem precisávamos de vencer.
Para eles foi toda uma semana dedicada a incendiar o jogo, as casas do Benfica atacadas, as ameaças, os apelos à violência, tudo para meter medo.
Enquanto os visados são os adeptos do Benfica que insistem em ir à cidade do Porto ver o jogo tudo controlado porque , como se viu, nós aparecemos sempre e enchemos o topo do Dragão para apoiar a nossa equipa.
Agora quando atacam a equipa de futebol e os seus técnicos em plena viagem para a cidade e depois voltam a atacar na ida para o estádio então aí já tenho as minhas dúvidas se não estamos a ultrapassar todos os limites.

Como é possível que um autocarro com uma equipa de futebol profissional seja atacado no seu caminho para o estádio chegando ao ponto de ferir jogadores?!
Vou deixar aqui bem claro para que fique registado que por mim ontem os responsáveis do Benfica perderam uma enorme oportunidade de acabar com aquele circo de ódio e mostrar ao mundo o que é se passa naquele cantinho de Portugal. Não vou nem dramatizar nem teorizar, para mim depois de a integridade física dos nossos jogadores ter sido posta em causa eu ficava muito contente que o autocarro do Benfica desse meia volta e só parasse na Luz. Depois o Benfica apresentava por escrito as razões sustentadas nos relatórios e imagens da polícia à Liga e à FPF (que obviamente se estariam nas tintas) e à UEFA e à FIFA que nestas coisas de segurança não costumam brincar. E que consequências teriam para nós esta balda? No máximo 3 pontos, digo eu, que por acaso nem nos fazem falta porque podemos fechar o campeonato em casa pontuando com o Rio Ave. Era isto que eu gostava que o Benfica tivesse feito.

Fomos a jogo mostrando estar acima de tudo isto e tentámos ganhar uma guerra que não é nossa. Perdemos porque o Porto ontem deu tudo o que tinha pelo orgulho de uma região que não admitia um Benfica campeão no seu terreno. A equipa do Porto fez o que tinha a fazer ganhou porque teve mais alma que o Benfica.
Não, não vou falar dos cartões mostrados aos nossos jogadores nem de casos de jogo. Não me interessam, fomos a jogo e perdemos deixámos o orgulho e o ódio daquela gente falar mais alto e adiámos pela 1ª vez a hipótese de sermos campeões. Não há drama nenhum, até aqui não tínhamos confirmado a conquista do título porque o Braga não deixou, nós temos sempre cumprido a nossa parte. Ontem fomos nós que não conseguimos e o Braga continuou a cumprir a sua parte. Na última jornada temos casa cheia uma tarde de sol (sim, não se lembrem de marcar o jogo para depois das 19h!!) e um dia inteiro para saborearmos a conquista de um título que só conheceu duas noites negras, curiosamente na casa dos clubes gémeos deste campeonato.

Foi um dia passado a viajar de combóio, 10 horas no total, só para estarmos ao lado da nossa equipa e mostrarmos que estamos sempre com eles.
Deixo um beijinho para a Mãe Dalila que ontem não só não esteve com o filho como andou o dia todo agarrada ao telefone preocupada no dia da Mãe.

Deixo uma nota final para dizer que gosto muito de ver a maneira como adeptos e jogadores do FC Porto estavam felizes dentro e fora do estádio na noite em que ficaram a saber que não passam do 3º lugar atrás do braguinha e que desta vez não vão mesmo meter os pés na Liga dos Campeões! Mas a sua alegria foi comovente. É precisamente a mesma alegria que vejo noutros campos quando não perdem connosco. Assim de repente lembrei-me da noite em que perdemos na Trofa e aquela gente ficou doida de contentamento uma histeria que acabou com o clubezinho a regressar à Liga de Honra. O princípio é o mesmo e enquanto a prioridade máxima do nosso futebol for "vencer o Benfica a todo o custo" seremos sempre maiores.

Venha de lá o título no último jogo da época.

domingo, 25 de abril de 2010

Benfica 5 - 0 Olhanense

Chapa 5 a Celebrar o Meu Aniversário!


Dia especial não só porque jogou o Benfica mas porque pela 3ª vez nos últimos 5 anos jogámos no meu dia de anos. A tradição mantém-se e vai ganhando forma: a 24 de Abril ganhamos sempre!
Há 5 anos desci a Faro para ver a vitória sobre o Estoril num passo importante para o título. Pelo meio houve uma noite de aniversário na Luz a ver uma vitória sobre o Estrela da Amadora e esta noite uma goleada ao nível do que o Benfica - Rolo Compressor de Jorge Jesus nos tem habituado esta época, 5-0 em dia de anos.

Acordei em Salamanca. Passeei pelas ruas de camisola do Benfica vestida sentindo que já nada nos vai fazer parar. Depois foi uma longa viagem de carro até ao estádio da Luz que foi sendo animada com encontros na estrada com dezenas de benfiquistas que iam acenando ao cachecol que levei estendido no vidro de trás.

O Benfica este ano não vacila. Já perdi a conta ao jogos para o campeonato em que ganhamos sem espinhas consecutivamente. Ontem havia uma preocupação da minha parte quanto à postura do Olhanense por ser treinado por quem é e por ter tantos jogadores emprestados do mesmo clube. O jogo de Olhão foi das piores noites desta época, não me esqueço que caímos ingenuamente naquela armadilha bem montada pelas mentes tripeiras que habitam em Olhão. Na altura fiquei tão ou mais irritado como na noite de Braga.
Na Luz tudo é diferente. As equipas já entram encolhidas, o Estádio voltou a ser um inferno para quem nos visita e o Olhanense não suportou a pressão de um ambiente com mais de 60 mil adeptos em loucura. Já houve tempos em que esse ambiente era um problema para a equipa da casa, hoje não. O Benfica teve uma noite tranquila uma vitória calma que começou logo aos primeiros minutos com Delson a fazer penalti que Cardozo aproveitou. E aos 9' Delson estava na rua por ter visto 2º amarelo. Para quem não acredita que estes ambientes ganham jogos perguntem ao pobre Delson como é.

Com a vitória a ser construída naturalmente e com um futebol de ataque do melhor que se pode ver por essa Europa os adeptos entraram em total delírio chegando mesmo a declarar já o Benfica campeão. Di Maria fez o 2-0 confirmando a grande época que está a fazer e na 2ª parte deu para levar Cardozo para a frente de Falcao na lista de melhores marcadores. O nosso Tacuara não se escondeu e ontem assinou o seu 4º hat trick da época!
Aimar também selou mais uma grande exibição com um golo contribuindo assim para mais uma goleada da Era Jorge Jesus.
Não tenho a menor dúvida em afirmar que estamos a assistir a momentos históricos, este Benfica vai ser recordado por muitos e bons anos da mesma maneira que ainda hoje recordamos o Benfica de 1983/84 ou o de 1980/81. Cada jogo nosso é um livro aberto de futebol de ataque, de golos e de classe. Marcar 75 golos em 28 jogos no futebol moderno é absolutamente fantástico. E nós, benfiquistas, podemos festejá-los juntamente com a equipa nos estádios. Uma dádiva que já merecemos há muito tempo.

Foi uma prenda de anos à Benfica!
Agora falta somarmos um pontinho e rebenta a festa por um país inteiro que já reservou as suas cidades para celebrar. O gigante vai acordar e vai fazer um estrondoso barulho que se vai ouvir no mundo todo. Hoje, para a semana ou daqui a duas semanas. Vai acontecer e quanto mais tempo demorar maior é a agonia dos antis em ver o tempo passar e nada poderem fazer para evitar o Benfica Campeão.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Académica 2 - 3 Benfica

Coimbra tem mais encanto vestida de Encarnado e Branco


Apesar de estarmos a caminho de Maio a chuva não dá tréguas e mais uma vez tivemos um domingo de futebol com chuva. Deslocação a Coimbra para garantir mais 3 pontos, este ano em 26 jornadas estive com o Benfica em 23 jogos nos estádios.
Este ano conseguimos chegar cedo à cidade dos estudantes e finalmente comprovámos a qualidade da churrasqueira do Calhabé perto do Estádio. Excelente frango, preços simpáticos (CRF a 2€ é um achado!) e pessoal porreiro. Está aprovado.

Ambiente no Estádio de Coimbra igual ao que temos visto por esse país fora desde Agosto, bancadas pintadas de encarnado e branco e apoio total à equipa como se estivessemos a jogar em casa. Os jogadores também não quiseram esperar muito para mostrar ao que vinham e mal começou o jogo e já havia explosão de alegria em Coimbra com o golo de Weldon que continua a ser o nosso Mantorras deste título.

Entrar a ganhar depois da vitória do Braga na véspera era tudo o que se pedia e estava lançado o mote para uma grande tarde de benfiquismo no centro do país. A Académica deu tudo o que tinha pelo que não costumam ter e "vendeu" bem cara a derrota o que elevou os níveis de emoção para patamares que o meu coração dispensava. Aliás, no fim da época tenho de falar com o Quim para lhe apresentar a conta do cardiologista. Que golos foram aqueles, Joaquim?! Principalmente o 2º...

Felizmente que nunca senti que os 3 pontos estivessem em perigo porque o Benfica reagiu sempre bem e rápido aos ataques da Briosa.
Weldon bisou e assume-se como grande figura desta magnífica época do Benfica, é preciso não esquecer que foi ele o marcador do nosso 1º golo nesta prova e que na altura nos valeu um ponto. Tem sido chamado e tem correspondido muito bem. Um trunfo excelente numa altura decisiva da época. Grande Weldon!

Ruben Amorim voltou a marcar em Coimbra, depois de na época passada ter marcado na "nossa" baliza, hoje foi lá ao outro lado agradecer (mais uma) assistência de Di Maria e fez o 1-3 num jogo em que David Luiz foi o nosso capitão atingindo um auge de total entrega ao clube numa empatia arrepiante entre jogador e adeptos.

Sofremos mas estivemos sempre com o jogo na mão, demos mais um passo enorme rumo ao título depois da vitória no derby na passada 3ª feira. Agora em 3 jogos só temos de fazer 4 pontos.
Em Coimbra jogámos à Campeão e houve apoio à Campeão, já cheira a 32º título muito intensamente. Espero que o Braga não ganhe o próximo jogo e que o Benfica goleie o Olhanense para vingar o nojento jogo da 1ª volta no Algarve e para eu festejar o título no fim de semana em que celebro mais um aniversário.

Neste momento só pensamos em decidir isto depressa porque a nossa confiança na equipa de futebol do Benfica é ilimitada, hoje vimos outra vez uma das melhores equipas do Benfica dos últimos largos anos a jogar à bola, a ganhar e a dar felicidade imensa aos seus adeptos numa dinâmica que todos nós sabemos que já não vai parar. Jogamos mais, melhor e ganhamos. A coroação está muito próxima.
Gozemos estes últimos dias de temporada com muita alegria. Em contagem decrescente para o 32º título de Campeão.
Coimbra tem mais encanto vestida de Encarnado e Branco.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

BENFICA 2 - 0 sporting

CABEÇUDOS 2.0


Foi Carvalhal o primeiro técnico adversário que veio à Luz neste campeonato. Foi o único até agora a não perder um jogo na Luz para o campeonato. Na altura à frente do Marítimo Carvalhal ofereceu um festival de anti-futebol e veio bem disposto na conferência de imprensa falar de justiça. Hoje não falou porque o seu clube não deixou. O seu actual clube que também não o apresentou à imprensa. Hoje perdeu. Mas as ideias estavam lá.
O Sporting caiu (ainda mais) no profundo ridículo de vir à Catedral com uma desvantagem de 23 pontos e em todas as paragens de bola fez questão de perder tempo como se um empate lhes servisse para alguma coisa, como se sair da Luz com os mesmos 23 pontos servissem para alguma coisa.

O Sporting neste momento joga tanto como a Naval ou o Paços de Ferreira na Luz. Entra com a mesma motivação e apresenta os mesmos argumentos. Neste campeonato apenas três equipas tentaram usar o truquezinho manhoso de na escolha de campo obrigarem o Benfica a atacar ao contrário do que é hábito começando a primeira parte a atacar para o Topo Sul. Apenas três clubezecos tentaram esse truque psicológico. Adivinharam: Naval, Paços de Ferreira e ... Sporting.

Claro que não lhes serviu de nada. Se na primeira parte voltaram a usar a táctica da primeira volta quando no WC estavam a 11 pontos e ficaram todos contentes com um zero a zero, já na segunda parte o Jorge Jesus não foi mais nessa lenga lenga de lagartos.
Era preciso desprender a equipa das marcações lagartas e do pressing que os verdes usavam para desfazer o nosso jogo logo no começo. Nós queríamos ganhar e por isso depois de uma 1ª parte na expectativa veio uma segunda parte de arromba. Uma 2ª parte à Benfica de JJ!

Aimar entrou e veio pôr em sentido aquela triste defesa lagarta. O Benfica teve mais bola, atacou mais, empurrou o Sporting e foi crescendo naturalmente até Cardozo (mesmo lesionado) abrir o marcador, acabar com aquele triste resistência verde e isolar-se na lista de melhores marcadores.
Estava feito o mais complicado. Estava aberto o caminho para a vitória no jogo em que todos os anti-benfiquistas depositavam todas as esperanças da época. Tenho pena de vocês, antis, chegarem ao ponto de dependerem dos miseráveis lagartos para terem um pouco de felicidade é triste.

Claro que o Sporting não reagiu, nem respondeu ao nosso golo. Limitaram-se a correr atrás da bola e a levar mais um banho de bola igual aquele que tinham levado há poucos meses no WC.

E depois assistiram a um golo de grande classe do "10" Pablito que passou por Patrício e atirou lá para dentro sem dó nem piedade de um lagartito que corria desesperado e acabou também por aterrar nas redes da sua baliza.
A magia estava lançada, os lagartos passaram para 26 pontos de diferença e ficaram ali a ver o líder jogar à bola até ao fim.
Se queriam fazer uma gracinha tinham pedido o número do Sabry que ele ensinava-vos como era. Para fazerem esta figura mais valia terem estado calados antes do jogo.

Mais uma vez vieram jogar uma partida decisiva na Luz, mais uma vez perderam, mais uma vez cabeçudos!
Provavelmente até ao fim nenhuma vitória me vai dar mais gozo do que esta, serão diferentes.
Ah, parece que querem falar da arbitragem.
Claro, os calimeros não podiam sair da Luz sem fazer a figura preferida de calimeros. Olhem, cabeçudos, falem-me do penalti que ficou por marcar contra vocês, das entradas do Veloso e do Carriço e depois eu falo do nosso enorme Capitão Luisão.

Parece-me que agora já não vai haver mais conversas de cansaços, nem de preocupações com o Saviola e o Luisão e o Weldon. Nós temos um grande plantel, nós confiamos nos nossos homens, nós jogamos o melhor futebol que Portugal viu nos últimos anos. Nós estamos muito perto do 32º título.
Faltam mais 4 jogos.
Nunca mais é domingo...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Liverpool 4 - 1 Benfica


Estivemos a 1 golo da passagem às meias finais a 15' do fim. Depois do golo de Cardozo senti que podíamos fazer história novamente mas o nosso percurso na Liga Europa terminou hoje num estádio mítico contra uma grande equipa europeia que beneficiou da inspiração de um dos melhores pontas de lança do mundo, o homem que decidiu a final do último Euro, e da infelicidade nos momentos chave do jogo do nosso Benfica.

Entrámos bem e fizemos o mais complicado que foi aguentar mais de meia parte sem grandes sufocos perto da nossa baliza. Depois veio um golo muito estranho que foi invalidado pelo auxiliar do árbitro que marca falta de Kuyt sobre Júlio César mas o árbitro resolve originalmente dar golo. O Benfica acusou o golpe e desconcentrou-se permitindo o 2-0 logo de seguida. Sem querer arranjar culpados direi apenas que com um guarda redes de qualidade superior tínhamos evitado bem aqueles 2 golos. Paciência, hoje tudo correu mal ao Júlio César que até acabou por sair atordoado.

Jesus hoje também não quis arriscar muito e não mexeu na equipa para a 2a parte e foi com alguma naturalidade que o Liverpool fez o 3º golo. Só com 2 golos de desvantagem é que o Benfica reagiu a sério e quando Cardozo fez o 3-1 tudo ficou novamente em aberto. Faltava apenas um golo para continuar o sonho. Golo que esteve muito perto de acontecer em novo livre de Cardozo mas a bola bateu na barreira e saiu um pouco ao lado do poste de Reina. Foi ali que acabou a nossa carreira europeia desta época porque depois o Liverpool como grande equipa que é soube aproveitar a nossa subida em campo e a quebra de ritmo provocada pela nossa substituição de guarda redes para acabar com a eliminatória com Torres a fazer um golo de grande classe a Moreira.

É o fim de uma bonita campanha europeia, a melhor dos últimos tempos onde o Benfica juntou mais umas noites épicos ao seu glorioso historial e que vão ficar na nossa memória. Ultrapassámos equipas como o Marselha, o Hertha de Berlim, o Everton, o AEK entre outras. Começámos em Agosto esta caminhada e ficámos a 2 jogos da final.
Caímos com o Liverpool por dois golos de diferença e viramo-nos para os 5 jogos que faltam para sermos campeões nacionais.
Para estreia na Liga Europa não foi nada mau, fomos os últimos representantes de Portugal a cair e para o ano estaremos na competição mais importante do mundo, a Champions com o objectivo de chegarmos (pelo menos) tão longe quanto esta temporada.
A Liga Europa ficará bem entregue ao grande clube de Liverpool.
Obrigado por todas estas belas noites europeias, Benfica. Em Agosto regressamos na Liga dos Campeões e não vamos reencontrar o Liverpool que ficará por esta competição outra vez.
Aplaudo de pé!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Naval 2 - 4 Benfica

Remontada à Antiga



Nos anos 80 decorei uma expressão espanhola que aprendi a ver noites históricas do Real Madrid de Butragueño, Michel, Gordillo, e Hugo Sanchez que cada vez que viravam uma eliminatória europeia a seu favor no Bernabéu a imprensa madrilista apelidava de Remontada.

Nos últimos jogos o Benfica só joga de Remontada. Depois de meses a teorizarem sobre a falta de capacidade desta equipa em dar a volta a resultados negativos o Benfica apresenta a 5 semanas do fim da temporada mais uma Remontada épica para mais tarde recordarmos. Depois de Marselha e Liverpool a Figueira da Foz.

Aos 12' de jogo o Benfica perdia por 2-0(!!) com a Naval. Para mim foi uma chegada ao estádio bem atribulada. Depois de sairmos de Lisboa a seguir aos horários de trabalho, de fazermos a viagem até à Figueira da Foz, depois de uma espera inacreditável para chegarmos a uma minúscula porta de acesso a uma bancada (eu confesso que furei a fila), entrar e levar dois golos assim de rajada e a frio é de tirar o sorriso ao mais confiante adepto do mundo.
Foram momentos complicados de observar enquanto levava com aquele tradicional vento frio na cara. A recuperação começou na bancada. Novamente o Benfica a encher por completo de vermelho um estádiozeco e com os seus adeptos a não acusarem o 2-0 e a puxarem em força pela reacção da equipa.
Não havia ali nenhum benfiquista que não acreditasse na nossa recuperação mas havia muito rival enganado a pensar que ia ter uma grande noite, isto a avaliar pelos sms que recebi no primeiro quarto de hora de jogo.

O Benfica reagiu e mostrou porque é que tem um plantel competente. Não há Saviola mas há Weldon que aos 16' e 18' acabou com a festa da Naval e do resto do país não benfiquista. Dois golos seguidos em resposta aquele alucinante começo de jogo. E há também Di Maria que aos 38' coloca o Benfica na frente com mais um belo golo na sua impecável carreira desta época. E antes do intervalo já estava feita a remontada.
Tempo ainda para a palhaçada da noite com o cartão amarelo a Maxi por suposta mão na bola que o tira do derby. Impecável, já não podemos passar sem estes colos da arbitragem.

Aos 10' da 2ª parte aparece Cardozo a marcar e a apanhar aquele rapaz que nós descobrimos para jogar no Porto ( ai se não fosse o Benfica a descobrir Falcao onde andaria agora o dragão?! ) e a acabar com qualquer esperança da Naval em conseguir um resultado positivo.
O resto foi jogar com posse bola em jogadas que me dão prazer. Ver o Benfica jogar dá-me um enorme prazer esta temporada.

Grande jogo de toda a equipa mas quero destacar Fábio Coentrão, Di Maria, Javi, Weldon e David Luiz. Esta equipa actual do Benfica está ao nível das melhores equipas de futebol que eu já vi jogar em 30 anos. Vale todos os km's que se fazem para a ver jogar mesmo que numa 2a feira depois de um dia de trabalho e na véspera de outro dia de trabalho. É um regalo para os olhos. E ganha!

Viagem Lisboa - Figueira - Lisboa cumprida com total êxito e estamos mais perto do grande objectivo da temporada.
Já só faltam 5 jornadas e há 6 pontos de vantagem para gerir.
E o melhor de tudo: mais uma vitória limpinha sem ponta por onde poderem agarrar. Deve ser lixado ser anti-benfiquista pelos dias que correm...

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Benfica 2 - 1 Liverpool

Cheiro a Mundial


Nasci para viver noites destas. É muito bonito estar na Luz a apoiar e a sofrer para ganhar ao Paços de Ferreira ou Naval (com todo o respeito que os clubes merecem) mas estas vitórias é que nos enchem a alma.
Olhar para dentro de campo e ver que contra nós estão a jogar alguns dos melhores jogadores que vamos poder ver brevemente no Campeonato do Mundo como Agger, Mascherano, Gerrard, Babel, Kuyt, ou Fernando Torres, transforma a noite num misto de emoções entre o nervosismo de querer ganhar e o privilégio de ver ali bem perto os passes de Steven Gerrard.

No meu caso tudo ainda é mais especial pois conheço quase tão bem a equipa adversária como a minha. Vejo-os semanalmente na televisão e costumo "treiná-los" no FM. Tudo me é familiar.

Vamos ao jogo. O Benfica sem Saviola entrou improvisando na frente um Aimar mais avançado deixando Martins mais atrás. Como já tenho notado noutros jogos quando defrontamos equipas com dois médios defensivos fortes, o Benfica perde-se durante algum tempo sem posse de bola. A juntar a isso o Liverpool tomou conta do jogo logo cedo e chegou ao golo antes dos 10' num livre típico de Gerrard que simula levantar a bola para a área acabando por passar rasteiro para a entrada, neste caso, de Agger. É uma jogada muito usada pelos ingleses, devia ter havido ali mais concentração nossa.

Mas, mais uma vez, a resposta da nossa equipa foi fantástica e com ajuda do público o Benfica tomou conta do jogo foi para cima da baliza de Reina e conteve melhor os nervos do que Babel que acabou por ser expulso deixando o Liverpool tentado a recuar e a defender o golo.
Falhámos muito na finalização. Tal como em Marselha voltámos a fabricar oportunidades para marcar mas na hora de meter a bola lá dentro tudo saía mal. De longe, na área, pelo ar, pela relva, faltou sempre eficácia na hora de finalizar. E contra equipas desta qualidade isso pode ser trágico como se viu por alturas de um 0-2 bem anulado. Neste capítulo ando preocupado com a apatia de Cardozo em lances de bola corrida.

Já a jogarmos para a baliza grande, onde Reina já tinha sido batido por Luisão em 2006, o Benfica intensificou o ataque. Na altura penso que já se justificava a entrada de outro atacante para o lado de Cardozo mas este resolveu mostrar que se não vai lá de bola corrida então ia de bola parada. Um livre directo superiormente marcado leva a bola ao poste e na continuação acontece uma falta indiscutível sobre Aimar. Desta vez o árbitro marcou.
Nos segundos que antecedem a cobrança de Cardozo há um pânico silencioso na Luz. Será que ia marcar? Cardozo esta noite redimiu-se dos falhanços anteriores e não só empatou o jogo como voltou a marcar depois de uma mão na área de Carragher e lançou o Benfica para a frente da eliminatória.

É engraçado ver uma equipa como o Liverpool que costuma andar a disputar acessos às finais da Champions em plena Luz a queimar tempo e até a levar amarelos por retardar a reposição de bola. Gosto de sentir o Benfica a jogar de igual para igual com um emblema que é dos mais famosos do Mundo que ao nível de conquistas de Taças dos Campeões só fica atrás de Milan e Real Madrid.

O jogo acabou por ter características especiais em que permitiu ver o Benfica atacante que nos tem deslumbrado este ano, e um Liverpool em expectativa também por força da expulsão de Babel.

A verdade é que ganhámos o jogo (em 2010 não perdemos um único jogo) estamos lançados na discussão ao acesso das meias finais e vamos a Anfield com legitimas esperanças porque acredito sinceramente que o Benfica faça golos em Liverpool. Vão ser mais 90 minutos bonitos numa competição que para nós tem sido um autêntico bónus que nos permite viver jogos históricos. Ontem fizemos mais um pouco de história que eu acredito que vá parar no Mónaco.

Um apontamento final para os amigos rivais que se precipitaram em mandar sms a seguir ao golo de Agger. Meus amigos isto quando (e se tiver que acabar) acaba. Mas acaba de forma triunfal pois somos a única equipa nacional em prova, pois estamos já a medir forças com clubes de orçamento ao nível da Liga dos Campeões de onde vieram Liverpool e Marselha e porque já fizemos a nossa história ao sermos o Benfica mais goleador da história da UEFA. E quando (e se) isto acabar olhamos para dentro e vemos o título já ali a meia dúzia de jornadas. Portanto, guardem essa azia que vos alimenta desde a noite em que perdemos na Grécia, ok?

A todos os que estão a pensar ir a Anfield Road; vão mesmo não percam a oportunidade de ir conhecer um dos estádios mais míticos do mundo. Vão viver aquele ambiente fabuloso, vão a uma das casas do futebol porque é um momento único. Eu fui em 2006 e vivi um dos dias mais felizes da minha vida. Desejo-vos essa sorte já que desta vez não vou poder ir.

Para acabar quero dizer que sinto um enorme orgulho de pertencer a um clube cujos associados ovacionam um jogador da classe de Steven Gerrard quando este é substituído. Não é um Ruben Micael, é um dos melhores jogadores do mundo e os nossos sócios mostraram uma cultura futebolística que muito me orgulha. Ao nível do que vi em Anfield quando os reds aplaudiram Simão.

E agora venha o jogo com a Naval, todos à Figueira da Foz.

domingo, 28 de março de 2010

Benfica 1 - 0 Braga

Mais perto do céu!



Há algo de mítico naquele enorme pano que cobre o Topo Sul a relembrar à equipa o que todos nós queremos. Aliás, há qualquer coisa de mítico entre esse lindo pano e o nosso capitão!
No último título contra os cabeçudos do Campo Grande Luisão respondeu ao apelo de cabeça garantindo os 3 pontos. Contra o Liverpool, na altura campeão europeu em título, o pano abriu-se na recepção às duas equipas e perto do fim do jogo lá apareceu o "4" para abrir caminho para uma eliminatória épica.
Ontem num ambiente fabuloso lá estava bem estendida a mensagem de Benfica Campeão e quem fez o golo da vitória? Luisão, o nosso capitão. É bem capaz de ser isto a tal mística que andava arredada da Luz.

Sejamos claros, o Braga vinha a Luz com 3 pontos de desvantagem e esteve de férias 2 semanas para preparar o jogo enquanto nós andámos pela europa e a conquistar mais uma Taça da Liga. Esperava ver a equipa minhota atirada para o ataque em busca da vitória que os deixasse novamente na frente do campeonato. Mas não. Vieram em contenção e pareceu-me que saiam daqui satisfeitos com um empate. Isto a 6 jornadas do fim não é atitude de quem quer ser realmente campeão, é mais atitude de quem espera que lhe caia um título no colo por azares de terceiros, ou neste caso, do primeiro.

Sendo assim só posso dizer que a vitória do Benfica é inteiramente justa já que foi a única equipa que foi declaradamente à procura do golo desde que o jogo começou. Não notei diferenças físicas em campo o que não abona nada em favor da equipa de Domingos que , como já disse, esteve de férias duas semanas até este embate.
Houve mais Benfica, houve um apoio arrepiante vindo das bancadas e sente-se um ambiente especial nos 90' de jogo. Sente-se que estas gloriosas noites começam a ser ganhas por nós nas bancadas e que a equipa embala na onda de conquista. Longe vão os tempos dos cobardes, daqueles que treinavam neste estádio, alguns que até se diziam benfiquistas desde pequenos, mas que vacilavam quando o ambiente era infernal. A equipa encolhia-se com tanto apoio. Aqui está a prova que nunca se poderá dizer tal asneira neste clube. Se nessas alturas a equipa encolhia-se era porque os seus líderes não estavam à altura de tamanha grandiosidade que o nosso Benfica tem. Vejam lá agora o nosso Benfica a jogar,a entrar em campo, a marcar golos, a liderar o campeonato, a ganhar Taças, a desbravar o caminho europeu. Vejam e digam-me se o problema é do ambiente infernal ou da falta de unhas para se orientar um gigante destes?

Mais uma noite maravilhosa, mais um passo rumo ao título tão ambicionado. Mais uma demonstração de superioridade durante 90 minutos para todos aqueles que preferem jogar o campeonato da garganta durante 7 dias por semana com histórias de colo e túneis. Lamento muito interromper as vossas teorias mas o Benfica entra em campo e ganha. Ontem ,para vosso desespero, nem um lance polémico ficou por assinalar, nem um erro a nosso favor houve para se espumarem todos, nada ... foi limpinho novamente. O capitão Luisão foi lá acima e fuzilou a baliza dos Guerreiros do Minho que deviam mudar de nome para os Guerreiros dos Intervalos , altura em que fazem jus ao nome. Dentro de campo foram muito encolhidos.

Faltam 6 jogos, temos 6 pontos de avanço para o 2º classificado. Está tudo mais perto mas também está tudo ainda muito preso por um deslize, por uma noite infeliz. Ainda não está nada garantido. Portanto , olhemos em frente e vamos concentrar-nos no que falta.
São mais meia dúzia de semanas. De preferência a jogar duas vezes por semana que isto de andar a descansar à espera dos adversários é para Guerreiros de papel, os verdadeiros lutam é dentro de campo e querem sempre mais. Como eu. Como todos nós que estamos com a equipa desde o primeiro minuto da época.

Venha o Liverpool!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Benfica 3 - 0 Porto



4º jogo do Benfica no Estádio do Algarve, 4ª vitória.
Tive a felicidade de ter estado nos 4 jogos que já fizemos no novo estádio do Algarve. O resultado final é: conquista de 3 taças, duas da Liga e uma Supertaça, e uma vitória no campeonato em ano de título. Digam lá que este Estádio não é encantador...

Dos 4 jogos que já vi neste recinto algarvio o de hoje foi o mais fácil, tranquilo e calmo.
Depois de perderem na Luz esperava hoje grande reacção do clube que viveu as últimas duas décadas obcecado com duas coisas: controlar arbitragens e promover o seu anti-benfiquismo.

Mas o que fui ver ao Algarve foi um jogo muito fácil para o Benfica, acabado de vir de Marselha, que jogou como quis e nem precisou de inventar muito para fazer um golo, bastou o Ruben Amorim chutar para o guarda redes Nuno nos explicar porque é são Porto.

A partir do 1-0 só deu Benfica, não me lembro de um remate à baliza de Quim digno desse nome e não me lembro de estar tão tranquilo na bancada a ver um clássico.
A bomba de livre directo do Carlos Martins mandou abaixo devez os portistas que ainda ensaiaram festa para o intervalo mas desta vez foram brincar aos túneis sozinhos porque a nossa malta ficou, e muito bem, no meio do relvado à espera que jogadores da bola e o Bruno Alves regressassem ao seu balneário.
Desta vez não há cá choraminguices.

Com 2-0 numa final de uma competição que o Porto queria vencer pela 1ª vez e porque era contra o Benfica viu-se uma 2a parte igual à 1ª. Dó deu Benfica outra vez. O Porto neste momento é uma equipa muito vulgar.
Quando Jesus começa a mexer na equipa a depressão de Jesualdo deve ter sido ainda mais profunda. É que a malta poupou Saviola, Cardozo, Ramires, Javi... O paraguaio entrou para fechar o resultado e somar mais um golo esta temporada.
A equipa do Benfica esteve novamente em grande. Não vou elogiar individualmente porque a verdade é que somos um conjunto cada vez mais forte, não interessa se o Fábio está cada vez melhor, ou se o Rubén e o Martins cumprem sempre que são chamados, ou se o Kardec já começa a ser mais um jogador muito querido do topo sul. O que interessa é que a equipa funciona jogue quem jogar e domina, marca, e vulgariza adversários. Hoje foi o Porto que em 2 jogos connosco leva um saldo de 0-4.

Já somos o clube com mais taças da Liga e acabamos a semana terrível que nos ia fazer o céu cair sobre a cabeça com 3 pontos na Choupana, 1/4 final da Europa ganhos em Marselha, e 3 secos ao Porto, que teve uma semana para preparar a final, que nos garantiram o primeiro troféu da época.
Acabou-se a conversa de que ainda não ganhámos nada, acabou-se a conversa dos túneis, só não sei como vão fazer para voltar a pôr a conversa em dia com o Pedroto a quem tanto prometeram há meses.

Primeiro troféu da época conquistado com grande classe e mais um belo fim de semana que passei atrás da minha equipa. Grande Benfica, grande vitória.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Marselha 1 - 2 Benfica


(Foto da amiga A.P.)

Então ainda não se tinham esquecido da mão de Vata? Não faz mal, passam a conhecer os pés de Maxi e Kardec!

O tão desejado reencontro dos franceses com o Benfica voltou a dar desfecho favorável ao SLB. Hoje, como há 20 anos, estamos a festejar uma eliminação de uma equipa muito mais cara que o Benfica e com grandes aspirações europeias.

Na Luz o Marselha impressionou pela forma como anulou a maior parte do tempo o ataque do Benfica mostrando-se perigoso no contra ataque acabando por marcar no último minuto fazendo um empate que todos reconhecemos como justo. Foram felizes por terem visto uma bola bater na barra da baliza e depois Ben Arfa colocar a eliminatória do lado francês.

Jesus explicou que o OM estudou muito bem a lição e o surpreendeu com algumas mudanças tácticas mas que no Velódrome o jogo ia ser diferente, com golos e o Benfica a passar.
Não só tinha razão como ainda montou uma equipa que deu um autêntico festival de futebol no tal ambiente muito adverso cheio de franceses sedentos de vigança.

A 1ª parte foram 45 minutos de intenso prazer a ver o Benfica jogar à bola. É que só para nos deliciarmos com este futebol e sentir que só com alguma anormalidade não iamos ser felizes.
A primeira anormalidade foi um esloveno que resolveu tirar a noite para gozar com os benfiquistas. Critério caseiro, normal neste jogos da UEFA, e descaramento total ao não apontar dois penaltis óbvios por empurrão a Ramires e mão na área.
A segunda anormalidade teve a ver com a quantidade de golos que Di Maria, Cardozo, Saviola, Luisão e companhia falharam ao longo de 90'! Podia ter sido uma das goleadas já comuns esta temporada, mas ninguém acertava na baliza.

Nós estamos a fazer uma campanha europeia fantástica e hoje podia ter sentido algum receio de ser eliminado mas a verdade é que a qualidade do nosso futebol afasta qualquer tipo de receio e sinto uma estranha tranquilidade ao pensar que podemos seguir em frente.
Depois de tanto desperdício veio o golo do Marselha. Tirando um remate do Lucho pouco ou nada tinham feito para merecer a vantagem.
Nem aí vacilei porque na prática estava tudo na mesma, continuávamos a ter que marcar um golo para reentrar na discussão.
O que se passou a seguir ao golo do OM foi o mesmo que já tinha testemunhado na Choupana, perante a adversidade a equipa une-se ainda mais e atira-se com mais força para a baliza contrária e foi com naturalidade e alívio que gritei o golo de Maxi Pereira. Que grande golo, que grande jogo, que grande herói é o nosso Maxi que marcou 2 golos aos franceses.

Queriam vingança do Vata, então tomem lá mais um nome só de 4 letras para se entreterem para os próximos anos: Maxi!

Mas ainda ninguém estava satisfeito. Era óbvio que íamos forçar a resolução da eliminatória ainda no tempo regular porque não temos tempo a perder!

Entra Kardec (eu disse que ia facturar tal como o Jesus lhe disse) entra o Aimar e forcing final para acabar com a questão.
Aimar marca o livre a bola sobra para Kardec que mostra como é que se justifica uma contratação num só remate.
O festejo do Kardec é também ele épico! Correr para os nossos adeptos, tirar a camisola e atirá-la continuando a correr e a festejar chegando ao ponto de a perder e ter de sair de campo à espera de outra é simplesmente fantástico! Grande Kardec.

O super Marselha da Luz hoje foi vulgarizado. A milionária equipa francesa que tinha aspirações na Champions sendo depois uma das principais candidatas na Liga Europa foi despachada com uma exibição que arrasou uma arbitragem vergonhosa contra nós, um ambiente quente e sedento de vingança, e uma equipa marselhesa que não teve capacidade para responder a tanta classe encarnada como reconheceu Deschamps no fim do jogo.
Acabarem o jogo com o herói da Luz após 1 minuto em campo a ser expulso de raiva é uma bela imagem que fica deste Marselha

Mais uma noite épica para o nosso glorioso historial europeu, mais um passo rumo ao Mónaco tal como eu tinha dito ao Jesus na Gala do Benfica.
A semana terrível que tantos pensavam que ia ser negra está a ser mais uma das melhores de sempre das nossas vidas!

Tal como tinha dito ontem à tarde:
Que este êxito europeu seja dedicado ao grande Julinho!

A alma benfiquista europeia está de volta:
Júlio César; Maxi Pereira (Miguel Vítor, 90+4 m), Luisão, David Luiz e Fábio Coentrão; Javi García, Ramires, Carlos Martins (Kardec, 86 m) e Di María; Saviola (Aimar, 77 m) e Cardozo.

terça-feira, 16 de março de 2010

Nacional 0 - 1 Benfica



Crónica de jogo excepcionalmente atrasada mas pelas melhores razões. Cheguei da minha primeira visita ao Funchal há umas horas. Foi uma estreia feliz numa época que, cada vez mais, promete ser inesquecível.
Voltemos então às 18h de domingo. Chegada muito esforçada às bancadas do Estádio da Madeira. Para quem nunca foi ao recinto não faz ideia o esforço e a paciência que são precisos para cumprir o objectivo de entrar na bancada e ver o início do jogo. Falarei mais detalhadamente dos acessos a este estádio que mais parece um castelo no alto da ilha.
Diziam os locais que era a maior enchente que aquele recinto já recebeu depois de erguer a segunda bancada, que já tinha sido inaugurada num jogo contra nós.
Lotação esgotada, 5 mil adeptos a criarem um excelente ambiente e o Benfica (mais uma vez) a jogar em casa sendo o encarnado e branco as cores que dominavam o cenário.

Muito apoio local e significativo o número de adeptos que, como eu, viajaram de Lisboa.
Repito o que já escrevi noutras crónicas, actualmente o que mais me entusiasma neste Benfica é estar no estádio a ver o jogo e sentir que a nossa equipa está sempre por cima. Sempre a pensar no golo, sempre em postura atacante. Sinto que a vitória é sempre possível e isso empolga os adeptos que não poupam apoio vocal à equipa criando um elo de ligação praticamente invencível. Os jogadores mostram a vontade e qualidade, nós mostramos o caminho para a baliza empurrando-os fazendo da casa dos outros a nossa casa.

Mesmo que tarde em aparecer o golo, ir para o intervalo a zero nunca é bom, a intranquilidade nunca se instala porque ninguém deixa de acreditar.

Diga-se que no Estádio da Madeira a experiência de ver um jogo é boa. Excelente visibilidade e lugares bem em cima do relvado o que permite ver com todos os detalhes as incidências da partida.
Por isso digo que me ficou a ideia que Di Maria, Aimar, e especialmente Saviola na segunda parte estavam em grande esforço físico. Mas percebe-se que sabem gerir as suas energias para aparecerem nos momentos certos e não tenho dúvidas que vão aguentar bem os 7 jogos que faltam.
A maneira como Jorge Jesus vai acertando a equipa também me descansa. Chegamos a Março e percebemos que tem havido muito trabalho e evolução táctica na equipa. Com facilidade Ramires passa da direita para o centro, Di Maria passa de extremo a "10". Maxi Pereira entra a frio para médio direito, Sidnei reforça o meio campo defensivo, enfim há muitas soluções dentro do plantel que são trabalhadas por Jesus.

O momento em que Cardozo falha o penalti deixa-me desolado. Mas apenas e só nesse preciso momento. Noutros tempos seria meio caminha andado para a equipa desmoralizar e com algum jeito ainda se perdia o jogo. Actualmente a resposta a estes azares, para não lhe chamar outra coisa, é imediata, forte e contagiante. Se não entrou ali vai entrar a seguir. A equipa cresce, aumenta a pressão, sobe no terreno e vais desalmadamente à procura do golo. Tanto que depois do momento do falhanço de Cardozo ao golo marcado só se ouvia Benfica nas bancadas. Grande jogada de Ruben Amorim, e o "7" redimiu-se correndo para nossa bancada onde se festejou conjuntamente o golo que nos dava mais 3 pontos. Jogadores, directores, equipa técnica e os adeptos sempre presentes ali num canto da Choupana em minutos de extâse total. É por momentos destes que todos nós acreditamos neste Benfica. Foram aqueles segundos que deram todo o sentido à viagem.
Depois podíamos ter ampliado a vantagem como de costume mas a pontaria estava desafinada e teve que ser Quim a gritar que também podemos contar com ele. Não tem sido hábito mas na Madeira o nosso guarda redes segurou os 3 pontos com uma fabulosa defesa e dá-nos tranquilidade para o resto da época também na nossa baliza.

Uma vitória na nossa saída mais complicada (sem contar com o Dragão) nesta recta final de campeonato. Podia ter sido mais robusta e tranquila mas soube na mesma muito bem.
Grande estreia a nível pessoal em jogos no Funchal.
Siga o caminho rumo ao título!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Benfica 1 - 1 Marselha



Não sei como é que os amigos leitores vivem esta aventura europeia. Cada um pensa à sua maneira e a minha postura nesta Liga Europa é (sempre foi) encarar estas noites europeias como um bónus dentro da grande temporada que estamos a fazer.
Isto é, não troco o campeonato pela Liga Europa que está longe de ser um objectivo a atingir prioritariamente.

Posto isto devo dizer que gostei muito do futebol que vi esta noite na Luz. É verdade que o resultado não é animador mas temos que ser realistas e perceber que o nosso adversário é o mais forte que já apanhámos nesta época. De longe mais forte que qualquer equipa nacional e também a mais forte na campanha europeia. Não esqueçamos que o Marselha vem da Liga dos Campeões, competição para a qual se reforçou a sério no último defeso.

Vou mais longe e afirmo que os franceses são os principais candidatos a vencer esta competição. Não só pelas suas estrelas como Lucho, Ben Arfa, Cheyrou, Brandão, ou Niang, mas principalmente pela qualidade de jogo que Deschamps deu a esta equipa.
Vieram com a lição muito bem estudada e armaram um sistema de pressão e defesa alta que os levou a ganharam bem a posse de bola.

O Marselha confirmou aquilo que já esperava de jogos que tenho visto, muito boa equipa colectivamente, forte a atacar e compactos a defender à frente.
O Benfica respondeu muito bem a este desafio mais difícil. Claro que não foi o Benfica dominador e super atacante que já nos habituámos a ver mas foi uma equipa que jogou de igual para igual com o OM.

Houve falhanços para os dois lados, não podemos só ficar agarrados à memória das perdas de Aimar, ou da bola na barra do Ramires, ou das infelicidades de Cardozo, temos que nos lembrar que só o Lucho falhou duas oportunidades claras de golo. É normal, são duas equipas com muito boa capacidade ofensiva e isso levou o jogo para um patamar de emoções muito interessante.
Gostei de ver os jogadores franceses armados em Naval ao ficarem caídos mais tempo, e a retardarem as reposições de bola em joga. Mostra muito respeito por este Benfica.

A nossa caminhada europeia tem sido muito positiva e este teste de fogo está a ser empolgante. O resultado deixa tudo em aberto para a 2ª mão. Com este 1-1 somos obrigados a ir marcar ao Velodrome, e marcar golos é o que esta equipa mais tem feito este ano. Assim nem há tentações para defender nada. Vamos lá jogar taco a taco como disse Jesus e fazer o mesmo jogo que o OM fez aqui na Luz.
Temos equipa para discutir eliminatórias com equipas que se preparam para jogar na Champions e isso deixa-me satisfeito porque não tenho memória curta e recordo-me que há um ano por esta altura já tínhamos sido afastados sem honra nem glória.
Vamos a França de peito feito mostrar o que é o Benfica porque isto tem de ser jogado como um extra motivacional para o que resta da temporada e o que realmente interessa: o título de campeão nacional.
Gostei do jogo de hoje, quero outro igual em Marselha de preferência com o resultado favorável ao Benfica.
Agora concentração máxima para a saída mais problemática desta recta final de temporada. Hoje gostei do futebol que vi na Luz, mas depois de amanhã viajo para a Madeira só a pensar nos 3 pontos. Com muitos ou poucos golos, com bom ou mau futebol, quero é os 3 pontos. O resto fica para as noites europeias.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Benfica 3 - 1 Paços de Ferreira


Em noite de Oscars Cardozo foi o actor principal quando o argumento ameaçava complicar-se. O 3-1 deu a tranquilidade desejada por um estádio quase cheio que desesperou com a actuação de Artur Soares Dias.

Estou contente porque sinto que a nossa equipa está acima de qualquer tentativa de nos prejudicarem. Na semana passada em Matosinhos vi um golo ser ridiculamente anulado. Marcámos mais 4. Hoje revi um árbitro do Porto a amarelar meia equipa do Benfica quando tivemos mais posse de bola , atacámos mais, fizemos menos faltas mas ficámos com 3 jogadores no limite de cartões amarelos. Curioso...

Mas o que interessa é que o Benfica não acusa pressões nenhumas. Os nossos dois rivais na luta pelo título ontem vacilaram. Nós entrámos em campo e rapidamente chegámos ao 2-0. Só deu tempo para um jogador do Paços se "lesionar". Antes que começasse o festival de Teatro para gastar tempo Ruben Amorim marcou de Cabeça a passe de Cardozo de... cabeça. Pouco depois Saviola fez das suas marcando um golo com uma finta genial pelo meio.
Estava feito o mais complicado.

Quero aqui dizer que ver actualmente o Benfica a jogar à bola dá-me um enorme prazer não só pelas vitórias mas também pela qualidade de jogo que se aproxima do melhor que já vi na minha vida de benfiquista. A confiança que tenho nesta equipa é muito grande.
Tudo isto supera a enorme ansiedade que se começa a viver na Luz até ao primeiro golo aparecer.
Estou a viver uma fase realmente excitante com o Benfica. Tenho ido ver os jogos todos ao vivo e saio quase sempre contente dos estádios, tive a honra de conhecer o nosso treinador na Gala do Benfica que marcou uma noite inesquecível a que se seguiu outra a festejar o aniversário do grupo de sócios apoiantes e acabo a receber o emblema de prata antes de nos isolarmos na liderança do campeonato.
Está a ser uma época de sonho e eu não quero que o sonho acabe tão depressa.
A 8 jogos do fim temos o Braga a 3 pontos, e têm de vir à Luz, temos o Porto a 11(!) pontos. Em Novembro estes 11 pontos serviam para gozar à grande com o nosso rival local, agora serve para ver os Corruptos desesperados. Os rivais locais continuam a 20 pontos de distância. Vinte!
A jogarmos assim à bola seremos campeões, não tenho dúvidas. Mas como se sabe não basta só jogar mais é preciso ultrapassar ainda obstáculos bem complicados nas próximas semanas.

Segue-se a visita do Marselha na 5a feira, e depois apanho o avião para o Funchal para ir apoiar a equipa na deslocação mais complicada desta recta final de campeonato.
Força Benfica!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Leixões 0 - 4 Benfica


O MAR ESTAVA FLAT

Isto ontem tinha tudo para correr mal. Para mim era o grande teste à entrada da recta final do Campeonato. Quantas vezes nas últimas épocas se perderam pontos em cenários destes?
A diferença é que este ano confio (ainda mais) na minha equipa e acho que devo fazer um pequeno esforço e ir atrás dela para a apoiar mesmo quando tenho tudo contra.
Valha-me o apoio de uma mulher que entende o que é ser do Benfica até debaixo de água, e uma santa mãe que há muito que se habituou a preocupar-se mas a compreender esta necessidade de estar lá, seja onde for, a apoiar o Benfica.

Um sábado cinzento com a Protecção civíl possuída a largar alertar vermelhos para todos os 300 km que queríamos percorrer de Lisboa a Matosinhos. O vendaval que acordou Lisboa, a chuva que teimava em cair, a hora incrivelmente tardia a que jogo estava marcado, a proximidade do estádio do Mar ao território inimigo dos super idiotas que ameaçavam (mais uma vez) espalhar violência nas imediações do campo, e uma tradição de ainda não termos vencido o Leixões fora da Luz desde que subiram de divisão. A isto juntavam-se comentários de benfiquistas pessimistas que não arriscavam a viagem por estarem à espera do pior.
É nestas alturas que percebemos se acreditamos , ou não, no que andamos a fazer desde Julho. É nestas horas que sentimos o impulso de avançar, ou não, para uma aventura com um cenário não muito brilhante.
Eu não tive dúvidas em comprar o bilhete para Matosinhos a meio da semana. Sentia que era a minha obrigação depois de tudo o que tenho visto esta época. Isto é, tenho visto o Benfica a jogar muito à bola, a fazer exibições e a marcar como há muito não via, e o resto do país a espumar desesperado falando de árbitros, de túneis, a arranjar manifestações, e sei lá mais o quê.
Vejo meio país histérico porque o Benfica empatou em Berlim (com golos) e a acreditar que o fôlego acabou. Meio país que anda desde Agosto a dizer que só batemos a fracos, que quando o inverno chegar o Benfica não ganha nenhum jogo fora de casa porque não tem físico para se aguentar. Já levamos meses de chuvas e temporais e numa semana o Benfica despacha na Luz o Hertha por 4-0, e vai a Matosinhos repetir o resultado!

Claramente ajudados, vergonhosamente levados ao colo, dar 4 a um representante da Bundesliga na Europa assim como dar 4 num campo complicado onde não costumamos ganhar são resultados estúpidos e que só se justificam pela falta de qualidade dos adversários que por acaso recentemente tinham batido o pé a rivais nossos.

A viagem para o norte foi a normal de um dia de inverno. Algum vento forte, alguns km's com chuva mas nada que justificasse tanto receio. Já fiz viagens na A1 bem piores que a da última noite. Paragem estratégica em Gaia perto da praia para a obrigatória degustação de uma francesinha na companhia do grande amigo Varela que nunca falha (abraço para ele e desta vez com desejo que seja feliz mais logo). Os cinco benfiquistas que rumaram a norte estavam satisfeitos com o repasto, alguns estrearam-se nestas viagens com a turma do FuNNil outros já são habituais. Moral em alta para os últimos minutos de carro até ao Estádio do Mar.

Chegada com o cenário do costume. Benfica por todo o lado. Bancada completamente cheia. Apoio total. Confiança ilimitada. O conforto de sentirmos que somos tantas centenas a acreditar nesta equipa. Entra a equipa e olho para David Luiz e Luisão. Recordo-me que duas noites antes convivi com eles, mostrei o meu bilhete para aquele jogo e depois olho para Jesus que esteve na mesma noite largos minutos à conversa connosco e lembro da confiança que o homem tem no seu trabalho e fico mais calmo para começar o jogo.

Quando festejo o primeiro golo da noite lembro-me porque é que se fala tanto em túneis e colos... Temos sido verdadeiramente ajudados pela arbitragem e por isso é que o golo do Di Maria foi logo invalidado. É o campeonato ganho fora de campo.
Fora de campo na bancada. Mais um roubo contra o Benfica que faz com que o apoio da bancada se torne infernal e que a equipa seja literalmente empurrada para a baliza adversária até marcarmos um golo que ninguém já pode anular. O adversário desmoraliza, o ambiente, sempre quente em Matosinhos, arrefece, e o Benfica passa a jogar ainda mais e melhor. Jesus mexe na equipa como quer e lhe apetece. Dá para tudo. Lança Airton em estreia absolutamente surpreendente, e dá titularidade a Eder Luís deixando Aimar na bancada. E tudo funciona bem!

Na 2ª parte um puto argentino com a camisola 20 que um dia veio para a Luz para fazer esquecer Simão entrou revoltado com todo o favorecimento que o Benfica beneficia e resolveu tentar fazer golos que não pudessem ser anulados. Tarefa complicada mas que Di Maria cumpriu com nota artística elevada. Em 45' Di Maria atingiu o auge como jogador do Benfica e roçou a perfeição só ao alcance de algumas lendas que marcaram os nossos 106 anos de vida.
Tri Maria, um cântico que se transformou de madrugada em capa dos 3 jornais diários desportivos que não primam pela originalidade, ou então que se renderam ao jogador e à bancada que tanto odeiam.

Foi um jogo à campeão. Mais uma goleada que não vai contar para nada porque, como todos sabemos, o Benfica só ganha por ajuda de árbitros e com jogadas de bastidores. Uma vergonha!
Até se devia investigar o gesto de todos os jogadores que correram no fim do jogo loucos de alegria para junto daqueles que os levam ao colo jogo a jogo. Se pensarmos que cada camisola custa perto de 100 euros vejam bem quanto dinheiro foi atirado para aquela bancada de bandidos e de gente mal comportada. Investigue-se mais esta vergonha.

O Benfica hoje faz anos e a sua alma está tão grande, forte e iluminada como nas melhores décadas da sua gloriosa existência!
O Benfica somos todos nós, o Benfica é maior que Portugal e VIVA O BENFICA!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Benfica 4 - 0 Hertha



Então e assim já está bem?

Andava por aí um nervoso miudinho por causa do empate da última quinta feira em Berlim. Escrevi aqui que o resultado tinha sido muito positivo e que era preciso sermos objectivos. Pouca gente deu importância ao "pormenor" de sairmos da alemanha com um golo marcado fora e trazermos para Lisboa uma vantagem na eliminatória.
Não. O que preocupava a nação é que o Benfica está a esvaziar o seu fôlego, a equipa está cansada, ai que o Porto goleou o Braga e o que vai ser de nós.

Amigos benfiquistas, o nosso treinador já tinha respondido quanto ao estarmos cansados: só se for de ganharmos muito. Mas hoje mostrou que nem disso estamos cansados.
Uma bonita exibição ( nota artística alta, não?) e mais uma chapa 4 para a Europa olhar para o Benfica com respeito.

Esta eliminatória nunca esteve em risco, estivemos sempre na frente desde cedo em Berlim, hoje confirmámos a excelente época que estamos a fazer. Viram o Aimar cansado? Eu vi o Aimar fazer um grande golo. Acham que o Cardozo já está cansado de facturar? O bis de hoje diz que não. O Javi está nas lonas? Até deu para fazer golo antes do descanso forçado.

Não vamos estar até Maio a golear todas as equipas que nos vão aparecer, mas também não estou a ver onde vamos perder e seguramente que voltaremos a aplicar uma chapa alta nos jogos que nos faltam. Isto porque o Benfica 2009/10 tem uma equipa a sério. Tem jogadores a renderem, tem fio de jogo, ataca muito bem, defende com segurança, e até dá para fazer uma das melhores campanhas do clube na Europa das últimas décadas com um Júlio César na baliza!

Todos os que fizeram um esforço para ver qualquer coisa do jogo de hoje no Estádio da Luz ( mais de 30 mil pessoas) sentiram-se recompensadas e vão voltar ao nosso recinto para ver mais, apoiar e festejar mais.

Ah e tal o Hertha é o último da bundesliga e mais não sei o quê. Pois é. E nós cumprimos a nossa obrigação, ou não? 5-1 na eliminatória chega?
Por mim chega e sobra.
Estamos nos 1/8 de final da Liga Europa que para nós começou bem cedo. A campanha começou numa pré eliminatória e já nos levou para o mês de Março. Isto é o Benfica como o conheci a cumprir o seu papel de grande e respeitada equipa europeia. A partir daqui aconteça o que acontecer já ninguém nos tira uma carreira muito bonita cheia de golos e exibições convincentes.
A Europa volta a olhar para os muitos golos do Benfica com prazer. E nós também.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Hertha 1 - 1 Benfica



Meio caminho andado para os 1/8 de final da Liga Europa.
Um empate com golo marcado fora nas competições da UEFA é sempre positivo.
Repetimos o resultado da temporada passada mas desta vez não estamos na fase de grupos, estamos a 90' de resolver a eliminatória na Luz e nem precisamos de ganhar para afastar um dos representantes alemães na prova.

É certo que este Hertha está mais fraco que aquele que encontrámos na época passada, está no último lugar a caminho da Bundesliga 2. e o Benfica é favorito no duelo. Por isso havia esperanças de vencer em solo germânico, o que seria a primeira vez na nossa história, e trazer um resultado mais confortável.

A verdade é que eu já conhecia este filme. Não há muito tempo por esta altura do ano foi a mesma conversa. Sai o Nuremberga no sorteio que também ia no seu calvário interno a caminho da segunda divisão. Tudo a a apontar para um duelo fácil e depois foi o que se viu. Estivemos eliminados da Taça UEFA a escassos minutos do fim do jogo que os alemães venciam com justiça por 2-0 após o 0-1 da Luz com golo de Makukula.
Foi Di Maria que salvou o Benfica em cima do minuto 90, e depois veio um 2-2 milagroso já fora de contexto.
O mesmo Di Maria que na época passada fez o nosso golo em Berlim e hoje repetiu a proeza e marcou na outra baliza do mesmo estádio.

O golo madrugador de Di Maria teve o mesmo efeito na equipa que o golo de Saviola no Bonfim. Os jogadores acomodaram-se, sentiram que o adversário estava controlado e que mais golos iriam aparecer.
Tal como em Setúbal um auto golo nosso dá o empate a um adversário que nada fez para lá chegar.
Depois controlámos o jogo e tentámos com equilíbrio chegar a mais golos.
Como do outro lado não estavam propriamente tijolos do muro de Berlim tivemos que sofrer e aguentar o entusiasmo germânico que vê nesta eliminatória a salvação da época. Foi um jogo normal em que o Benfica podia ter resolvido cedo mas complicou tudo com o auto golo e alguma hesitação na hora de atacar.
Foi muito mais tranquilo do que a época passada mas ainda houve alguns calafrios que podiam ter sido bem suavizados se o árbitro marcasse o penalti sobre Ramires que toda a gente viu.
Não houve penalti, não houve mais golos, houve realismo. Aquilo não era um jogo para a Bundesliga, era para a Liga Europa e aí o que conta é marcar mais golos que o adversário. Se for fora de casa melhor ainda.
Jogo positivo do Benfica que já está em vantagem na eliminatória.
A vitória em solo alemão está marcada para uma noite muito mais épica e emocionante. Lá para os lados de Hamburgo.

Para finalizar uma questão tipo Buzz: De 28 de Agosto do ano passado até hoje quantas equipas perderam um jogo oficial com o Hertha de Berlim neste estádio?
Uma.
Qual?
Quem haveria de ser?

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Benfica 1 - 0 Belenenses


Nem O Belenenses pareceu o último classificado deste campeonato, nem o Benfica mostrou a frescura da 1ª volta no Restelo quando goleou por 0-4.
Foi uma vitória à Trapattoni, digamos assim, e assumida por Jesus que no fim disse que isto começa a apertar e é verdade. No ciclo de Janeiro/Fevereiro só tropeçámos no Bonfim de resto tem sido tudo limpinho.

Ontem no regresso do futebol de campeonato com luz do dia ao nosso estádio houve mais uma vitória, mais 3 pontos, e casa cheia.
Não foi um jogo brilhante do Benfica mas jogou-se o suficiente para cumprir o objectivo.
O golo de Cardozo foi muito importante porque apareceu cedo e tirou a possibilidade do Belenenses se ir encostar à sua área para defender e acalmou equipa e adeptos que ficaram à espera de mais golos que desta vez não apareceram.
Ninguém fica chateado por ter sido só 1-0 porque a meio da semana houve aqueles 4 aos nossos vizinhos e o Cardozo desde o penalti falhado já facturou 2 vezes. Portanto está tudo bem, tudo confiante para a recta final que aí vem.

Basta lembrar o documentário de que falei há dias sobre o campeonato de 59/60 para sabermos que o Belenenses é historicamente incómodo na Luz por isso este 1-0 aceita-se com agrado e faz mesmo lembrar aquele jogo com Trapattoni que acabou de igual resultado em que o italiano veio explicar que é assim que se fazem campeões. E é, todos nós sabemos.
A vitória ficou mais bonita depois de vermos umas horas depois o Porto perder 2 pontos em Matosinhos.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

sporting LOL de Portugal 1 - 4 Benfica


Há pouco mais de dois anos os calimeros choravam porque perdiam a Taça da Liga para o Setúbal.
Há pouco mais de um ano os calimeros choravam porque o Lucílio arranjou um penalti que o Benfica aproveitou para empatar uma final nos 90´. Chegados aos penaltis perderam tal como tinham perdido para o Setúbal.
Hoje os lagartos choram já nem sei bem do quê... Se dos 19 pontos que levam de atraso para o líder Benfica ou se da 3ª Taça da Liga que lhes foge. Será por terem levado mais um goleada de um rival com uma derrota caseira com a Briosa pelo meio? Ou será porque já perderam a conta ao número de vezes que são goleados só nas últimas duas época? Ou choram pela humilhação gigantesca que assistiram hoje na sua casa ao ver a 2ª curva benfiquista maior de sempre a cantar: "4ever a perder...", "chama o pinto ale ale", "vão pra segunda", "palhaços joguem à bola", ou mesmo "sporting sporting"?
Ou será que choram porque a sua equipa é vulgaríssima e passou uns 25' após o começo do jogo toda no seu meio campo a defender como se fosse a Naval?!

Ah! Já sei! Choram porque o melhor lateral português, João 3Milhões Pereira, foi mal expulso. Recordo aqui a minha experiência nas bancadas do WC.
Já o Benfica ganhava tranquilo e naturalmente e recebo um sms verde a explicar:
"um vermelho que não existe!"

Li e calei-me. Felizmente, mais tarde recebi outro sms verde de outro amigo que já se deixou de sportinguices há uns tempos que me confirmou o que eu já desconfiava:
"Bem, o J.Pereira é mesmo atrasado mental não matou o Ramires por pouco!"

Já aconselhei o 1º autor a tirar umas férias sem bola.

Depois li o grande Salema. Ok, podia ter avançado logo para esta parte. É claro que os cabeçudos hoje choram porque são calimeros e é evidente que só levaram 1-4 em casa porque foram muito prejudicados pelo árbitro! Mas claro, poderia lá ser por causa de outra coisa? Façam um luto. É uma vergonha os árbitros deste país roubam descaradamente a fabulosa equipa do Sporting que num ano levou 5 do Porto, 12 do Bayern, 4 em casa do Benfica, etc...

A lagartada à medida que foi descendo na classificação intensificava o discurso de estar em todas as frentes. Sim porque nós cedo saímos da Taça de Portugal, e o Pedro Mendes quando chegou disse logo que acreditava no título de campeão.
E agora ao 10º dia do mês de Fevereiro onde estão as frentes todas? Calma que ainda há a Liga Europa e o Everton deve estar mortinho para se vingar dos 7-0 que levou em 2 jogos do Benfica.

O Benfica reagiu assim desta maneira ao tropeção do Bonfim.
Um triunfo dedicado a todos os benfiquistas cépticos que nos últimos dias já agoiravam um desastre em cadeia. Como viram o Benfica continua goleador e agora o WC já conhece a veia de rolo compressor.

Pessoalmente não exultei com este resultado. Acho que 1-4 a este Sporting é o mínimo. Queria mais, esperava mais. Mas temos que ser realistas. Ir para o WC fazer rodagem de jogadores, mudar meia equipa titular para defrontar um rival que estava a jogar a sua última grande cartada da época e jogava na máxima força não podia dar muito mais que isto.
Foi engraçado ver o ambiente de jogo treino que a partida conhecia quando Jesus tentava corrigir e ensinar os novatos Kardec,e Eder Luís, enquanto Carvalhal desesperava a ver se a sua equipa da dinâmica de vitória passava , ao menos, o meio campo.
Muito divertido.

Mais divertido foi ver cabeçudos a abandonar as bancadas aos 32 minutos de jogo!! Mas então se não queriam os bilhetes porque é que fizeram aquelas figuras tristes a negar mais bilhetes aos benfiquistas que gostam de se divertir no WC?!
E porque raio os lagartos querem um estádio para mais de 20 mil pessoas se não levam lá ninguém?! A Câmara Municipal de Lisboa que proponha à lagartada dividirem o estádio do Restelo e tirem aquele WC dali. Não faz sentido.

Soube-me a pouco. Desde 1986 que vou ver derbys em Alvalade e este 1-4 para mim já nem é novidade. Goleadas repetidas tornam a rivalidade sem graça.

Obrigado ao Hermínio por ter criado esta Taça da Liga que veio contribuir ainda mais para perpetuar a fama de cabeçudos e calimeros dos viscondes.

Afinal é Carvalhal, ninguém leva a mal...